As mudanças na Administração dos Recursos Humanos nas organizações acontecem paulatinamente ao longo dos tempos; houve mudanças marcantes desde o século XIX, onde o foco na Administração de Pessoas era para questões de pagadoria e contabilidade. No início do século XX iniciou-se uma revolução implantando-se Sociologia e Psicologia nos processos de Gestão de Recursos Humanos, com as contribuições expressivas de Taylor, Ford e Fayol, quando se passou a atentar para as relações no trabalho, a redução de conflitos e a preocupação com os indivíduos e suas necessidades.
No final da Segunda Guerra Mundial com a necessidade de atender as demandas decorrentes deste evento e para suprir as necessidades de formação rápida de novos trabalhadores investiu-se fortemente em instrução, método e relações no trabalho com a ferramenta revolucionária TWI Service, que gerou aumento da produção, redução do tempo, economia de mão de obra, redução de refugos e redução de reclamação dos produtos.
Nos anos 80 houve novas, definitivas e marcantes mudanças tais como: Reengenharia, Down Size, ERP, Terceirização, Informatização Sistematizada – micro informática, Softwares de Gestão, Planejamento Estratégico, Revogação da LEI Nº 6.297 – DE 15 DE DEZEMBRO DE 1975 quando as empresas deixaram de deduzir do lucro tributável, para fins do imposto sobre a renda, o dobro das despesas comprovadamente realizadas em projetos de formação profissional, perdendo-se com isto um pouco da cultura empresarial de investir em Treinamento & Desenvolvimento o que neste caso não representam evolução, alguns profissionais da área de RH ainda não tiveram a percepção clara de alguns destes eventos e que provocaram uma cambio violento nos processos de Gestão de Recursos Humanos.
Isto tudo é muito contemporâneo e ainda repercute de forma intensa na administração de pessoal, as grandes perdas em termos humanitários foi a diminuição da capacidade de absorção de mão de obra, a automatização e robotização dos trabalhos e processos.
Podemos citar, ainda, o processo evolutivo de Recursos Humanos nos seguintes passos:
Fase Contábil – Visão essencialmente direcionada para custos e contábil – até anos 1930;
Fase Legal – Legislação Trabalhista e Proteção ao trabalhados anos 1930 até anos 1950;
Fase Tecnicista – Implantação de processos Burocráticos, Organogramas, Fluxogramas, 1950 a 1965;
Fase Sindical – Novos Sindicatos com força, presença, reinvidicações e greves, 1965 a 1985;
Fase Estratégica – Plano Estratégico, valorização da Participação colaboradores, reestruturação, redução de quadros, otimizações, robotização, 1980 até os dias de hoje.
Resta-nos para os próximos anos o grande desafio de atender as demandas de geração de empregos para as novas gerações e para a geração X que estendeu sua vida profissional devido à longevidade.
A formação estratégica de profissionais técnicos e de nível superior, deverá envolver Governo, Empresas, Instituições, Universidades, Escolas, Entidades de Pesquisas e será fundamental para alocação dos recursos humanos da forma mais digna e apropriada em um futuro muito próximo.
Autor: Marco Ayala – Consultor de vendas da Ação Sistemas