1. eSocial, Eventos

    Ação Sistemas convida: Participe do Workshop eSocial +Fácil

    6 de maio de 2016 por Ação Sistemas

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    Ação Sistemas, Agens, Kyrion e RSData apresentam soluções e estratégias para empresas enfrentarem o processo do eSocial. O evento acontecerá no próximo dia 17 de maio, com entrada franca.

    No próximo dia 17 de maio, o Tecnosinos (São Leopoldo – RS) receberá o workshop eSocial +Fácil, evento que busca apresentar soluções e estratégias que facilitem este processo. No evento, uma série de assuntos pertinentes à obrigação legal será abordada de forma dinâmica pelos palestrantes convidados.

    Assuntos como a mudança na Gestão de Processos com a entrada do eSocial, o Simulador Inteligente eSocial +Fácil e Mensageria com suas implicações, serão alguns dos temas abordados pelos quatro palestrantes convidados.

    Palestrantes do evento.

    O workshop contará com quatro palestrantes especializados na área, que dividirão seus conhecimentos com os participantes. São eles:

    Aliomar Silva de Oliveira: Mestre em Administração UFRGS, Bacharel em Informática e Pós-Graduado em Análise de Sistemas pela UNISINOS. Mais de 25 anos na área de Tecnologia e Gestão, foi Gerente de TI da UNISINOS, Diretor de Inovação e Tecnologia da UNISINOS e gestor do Parque Tecnológico TECNOSINOS, Diretor para o Brasil do European Software Institute, Professor no MBA de Gestão de Projetos da Unisinos. Atualmente é sócio-diretor da Kyryon Consulting.

    Luiz Carlos Moraes Leite: Como Diretor de Operações da Ação Sistemas de Informática Ltda é o Gestor da área de desenvolvimento e manutenção dos softwares fornecidos pela Ação Sistemas, e o principal responsável pelo planejamento projeto e execução desses produtos. Com a experiência de mais de 40 anos na área de TI, direciona a aplicação de seu conhecimento na criação dos produtos da linha UNIVERSAL como UNIVERSALRH Gerenciador Global de Recursos Humanos, Explorer Extrator Universal de Dados e UNIVERSAL Business Interface.

    Paulo César Beck: É Diretor Geral da Agens, empresa focada em Gestão por Processos, que atua na prestação de serviços de automação e controle de processos de negócio através da implementação de soluções de GED e Workflow. Participa de grupos de estudo sobre eSocial desde agosto de 2013, sendo o mentor dos softwares Simulador eSocial +Fácil e Portal eSocial +Fácil.

    Rogério Balbinot: Membro dos Grupos de Trabalho do eSocial (GT-Confederativo e GT- FENACON). Presidente da Associação Sul-Rio- Grandense de Engenharia de Segurança do Trabalho (ARES), gestões 2013/2014 e 2015/2016. No ano de 2002 criou a empresa RSData (www.rsdata.com.br) no desenvolvimento do software dataSEESMT, de gestão em segurança e saúde do trabalho.

    Para mais informações e inscrições para participar do workshop, clique aqui e acesse a página do evento.


  2. eSocial

    eSocial +Fácil e UNIVERSAL Business Interface, a dupla poderosa para facilitar o eSocial

    13 de abril de 2016 por Ação Sistemas
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    Ferramenta facilita os processos com o eSocial.

    Apesar de prazos postergados, dúvidas e incertezas de como seria o funcionamento do novo projeto do Governo Federal e até mesmo problemas funcionais (como no caso da abertura do simples doméstico) o eSocial já está aí, e para muitas empresas já é uma realidade batendo a porta e, acredite, quem não estiver preparado terá sérios problemas pela frente.

    O projeto exige preparo e organização de uma série de informações que devem ser enviadas ao Governo. O não envio, ou a falta de informações, podem gerar pesadas multas e até mesmo o impedimento da geração de guias de recolhimento. É um processo complexo, mas é possível torna-lo mais fácil e seguro para as empresas.

    Pensando nisso, a Ação Sistemas em conjunto com a Agens, sua parceira comercial, lança dois produtos no mercado prontos para facilitar a situação das empresas;

    O eSocial +Fácil, o simulador inteligente e
    O UNIVERSAL Business Interface sistema de mensageria

    O eSocial + Fácil é o simulador do ambiente do eSocial que analisa todos os eventos antes do envio para o eSocial, produzindo a relação detalhada de inconformidades que precisam ser corrigidas antes das informações serem prestadas. O grande valor do Simulador está na capacidade de efetuar antecipadamente cruzamentos de informações que serão efetuadas pelo Governo evitando o envio de informações indevidas e coibindo assim as referidas multas.

    Completando a dupla O UNIVERSAL Business Interface sistema de mensageria é a solução para a gestão da comunicação entre o sistema aplicativo de sua empresa (seja ele qual for ou quantos forem) e o eSocial. Os eventos para o eSocial após a sua geração pelos sistemas aplicativos não podem ser simplesmente enviados. Eles devem sofrer uma série de processos que passam pela assinatura digital de cada evento, validação contra os arquivos XSD, formação de lotes e sua respectiva assinatura digital, envio dos lotes, recebimento e processamento dos protocolos de entrega, recebimento dos lotes processados pelo eSocial, devolução dos registros para os aplicativos de origem contendo os recibos do eSocial ou a lista de erros, contemplando assim todo o processo de mensageria, usando tecnologia de Webservices para a comunicação com o Governo Federal.

    Para saber mais

    Para saber mais sobre como e o eSocial +Fácil Simulador Inteligente e o UNIVERSAL Business Interface sistema de mensageria para o eSocial podem ajudar sua empresa e facilitar esse atribulado processo, você pode clicar nos links abaixo e conhecer mais sobre as soluções da Ação Sistemas e Agens.

    Saiba mais sobre o eSocial +Fácil Simulador Inteligente.

    Saiba mais sobre o UNIVERSAL Business Interface sistema de mensageria.


  3. eSocial

    Saiba mais sobre o Simulador Inteligente eSocial + Fácil

    1 de fevereiro de 2016 por Ação Sistemas

    ESOCIAL+FACIL

    43 eventos com mais de 1.600 campos, 25 tabelas a serem respeitadas, 7 tabelas externas e várias informações, prazos e eventos que devem ser respeitados e preenchidos de forma correta em um único projeto, o ambicioso eSocial. A hora vem chegando e não há como escapar do projeto criado pelo Governo Federal e que aos poucos vem sendo implantado em todo o país.

    Mas como evitar que um processo tão complexo gere falhas e consequentemente autuações para a empresa? Pensando nisso a empresa Agens, parceira da Ação Sistemas, lança no mercado o Simulador Inteligente eSocial + Fácil. A aplicação tem como objetivo minimizar o risco de autuações que possam ser sofridas pela empresa.

    Muito além do simples validador

    O simulador é uma solução pronta para uso, pois utiliza como insumo apenas os registros gerados pelo sistema de folha de pagamento. O Simulador efetua todas as consistências descritas no Manual de Orientação do eSocial (M.O.S.) e seus Anexos, reproduzindo as mesmas validações que o Governo irá realizar sobre os Eventos ao recebê-los. Isto é algo que nenhuma validação feita diretamente sobre as tabelas dos sistemas poderá realizar.

    O grande valor da solução está exatamente na antecipação das inconformidades. Na prática, a consistência e cruzamento de informações só serão feitos pelo governo após recebimento e protocolização. Se todas as regras não forem respeitadas, os reflexos serão autuações e até o impedimento para gerar guias de recolhimento.

    Para saber mais

    Para saber mais sobre o Simulador Inteligente eSocial +Fácil, clique aqui e tenha mais informações sobre o produto.


  4. Artigos, eSocial

    Tudo que você quer saber sobre o e-Social

    1 de dezembro de 2014 por Ação Sistemas

    O eSocial ainda não entrou em vigor, mas é uma dor de cabeça para as empresas. As dúvidas sobre os pontos do Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas (nome oficial) são cada vez mais frequentes, principalmente no que diz respeito aos direitos dos trabalhadores.

    Mesmo não tendo trazido novidades do ponto de vista da legislação trabalhista e previdenciária, e em fase de elaboração, as mudanças nas rotinas empresariais, em especial os setores de contabilidade e de recursos humanos, já são sentidas.

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    E não é para menos. O eSocial promete vir para garantir o cumprimento das leis ao pé da letra, o que, em meio à políticas empresariais que possibilitam acordos e flexibilidades, pode representar alterações profundas.

    O JC Contabilidade selecionou algumas das dúvidas mais frequentes e ouviu especialistas na tentativa de tornar essa ferramenta mais acessível a todos.

    Quem deve se adaptar O eSocial é a escrituração digital da folha de pagamento e das obrigações trabalhistas, previdenciárias, tributárias e fiscais relativas a todo e qualquer vínculo trabalhista. O projeto tem por objeto as informações relativas à contratação e utilização de mão de obra onerosa, com ou sem vínculo empregatício. Assim, todos os empregadores, sejam eles pessoas jurídicas ou físicas, devem adaptar-se à novidade.

    O contador Ricardo Kerkhoff, consultor na área de Tecnologia da Informação, adverte que todo o empregador tem as mesmas obrigações perante o sistema. Contudo, as pessoas físicas, os MEIs (microempreendedores individuais) e os pequenos produtores rurais, em função de suas demandas, não necessitam de sistemas próprios para atenderem às obrigações do projeto.

    Eles podem realizá-las junto ao portal do eSocial na internet, lembra. Unificação das informações O eSocial unifica as informações hoje prestadas em separado aos órgãos envolvidos: Ministério do Trabalho e Emprego, Receita Federal , Previdência Social, Caixa Econômica Federal e Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). A prestação uma única vez das informações tende a diminuir o número de divergências entre os dados repassados às instâncias e garantir agilidade no andamento dos processos. Antes mesmo da regulamentação do sistema, os empregadores podem reunir e adequar as informações da empresa e de seus colaboradores.

    É preciso ficar atento ao acúmulo de obrigações empresariais, como, por exemplo, a indicação se o empregado contratado utilizou recursos do FGTS e o tempo pelo qual o empregado ficará afastado de suas atividades em caso de acidentes ou doença. Mudanças na vida do trabalhador Um dos objetivos do eSocial é garantir que os direitos trabalhistas e previdenciários dos empregados sejam por eles usufruídos, define o auditor-fiscal do Ministério do Trabalho em Caxias do Sul, Vanius João de Araújo Corte.

    Os trabalhadores devem gozar de maior agilidade no processo de aposentadoria e passar a ter seus direitos previdenciários e trabalhistas mais respeitados. Segundo o auditor-fiscal do Trabalho, com o eSocial, todos os fatos importantes da vida laboral do trabalhador ficarão registrados e estarão disponíveis quando necessário, não precisando mais a busca dessas informações em arquivos das empresas. Ricardo Kerkhoff conta que há rumores de que o Programa de Integracao Social (PIS) será extinto e gradativamente substituído pelo CPF, porém nada oficial ainda.

     

    Mudanças na rotina das empresas

    O sistema se aplica a todos os empregadores, independente do porte empresarial. As organizações e os contadores ganham, principalmente, com os ajustes nos processos internos, com a redução das obrigações acessórias – a partir da substituição de aproximadamente 40 eventos periódicos e não periódicos – e com o armazenamento de mais de 2 mil informações pelo governo.

    Os especialistas afirmam que não será mais possível manter a prática de aguardar até o final do mês, no fechamento da folha de pagamento, para trocar as informações entre os diversos setores da organização. Com o eSocial deixará de ser necessário, por exemplo, o envio de Rais, Cageds, Dirf, CAT e outras informações, que estarão unificadas neste canal único, explica o auditor-fiscal do Ministério do Trabalho em Caxias do Sul, Vanius João de Araújo Corte.

    Fiscalização e autuações

    A fiscalização e as autuações envolvendo o eSocial merecem atenção redobrada. É fundamental conduzir o empresário para o entendimento de que, legalmente, todo e qualquer projeto do Sped tem caráter declaratório e, portanto, de confissão, alerta o contador Ricardo Kerkhoff. Para ele, somente isso acaba por abreviar pelo menos duas etapas dos processos de fiscalização tais como conhecemos hoje: intimação para comprovação e prazo para se adequar.

    Esses dois processos serão extintos, uma vez que os órgãos responsáveis já irão dispor das informações fornecidas pelo eSocial. Tudo indica que, ao apresentar os dados, o próprio sistema fará o cruzamento e, caso haja divergência e intimação, as acusará. Posteriormente, em caso de abertura de processo administrativo ou judicial, os trâmites continuam sendo os mesmos.

    Férias e banco de horas

    A exigência de mais transparência no que diz respeito às férias do trabalhador pode assustar, mas, novamente, o eSocial não traz alterações na legislação, apenas cobra sua aplicação na íntegra.

    O direito do trabalhador de gozar de um período de 30 dias de férias anuais não será modificado.

    As empresas devem respeitar a obrigatoriedade de enviar a comunicação prévia do aviso de férias 30 dias antes da data de concessão.

    Será impossível negociar o pagamento de mais de 10 dias do período.

    O parcelamento dos dias de descanso será permitido apenas em casos excepcionais, como já previa o artigo 134 da Consolidação da Legislação Trabalhista (CLT).

    Com isso, a divisão dos 30 dias em dois ou mais períodos durante o ano indiscriminadamente, prática corriqueira entre empregadores e empregados, está com os dias contados.

    Conforme o contador Ricardo Kerkhoff, o impacto nas férias dos trabalhadores é mais cultural do que legal. “No meu entendimento, preciso concordar que se trata de uma espécie de mau-legado em termos de procedimentos”, admite Kerkhoff.

    As empresas devem ficar atentas ao informar as férias já concedidas ao empregado dentro do programa do eSocial. “Na fase cadastral do projeto, prevista para o registro e complementação das informações relativas às movimentações de folha, será possível a comunicação desses dados. Após, não mais, conforme prevê a legislação em vigor, que não é efetivamente respeitada”, diz Kerkhoff.

    O uso de banco de horas continua sendo permitido, sendo que é preciso especial atenção aos acordos coletivos e de sindicatos, pois não são todas as categorias funcionais que têm possibilidade de utilização da ferramenta.

    É possível a movimentação de saldos, compensações e pagamentos de horas extras provenientes de banco de horas, segundo o Manual do eSocial versão 1.1, de janeiro de 2014. Os eventos que possibilitam os controles e movimentações de banco de horas podem ser verificados na Tabela 3 do manual, campos 1004, 9906 e 9907, entre outros.

    Medicina do Trabalho

    No que tange às resoluções de Segurança e Medicina do Trabalho, a mudança será a implementação de procedimentos e controles que permitam maior fiscalização sobre as empresas de que a legislação vigente seja atendida. Empresas e instituições que contemplam empregados deverão elaborar e implantar o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (Pcmso) com objetivo de promover e preservar a saúde da equipe.

    O auditor-fiscal do Ministério do Trabalho em Caxias do Sul, Vanius João de Araújo Corte, enfatiza que as organizações permanecem obrigadas a submeter os empregados aos exames previstos no Pcmso e a emitir os atestados de saúde ocupacional (ASO), a manter o Programa de Prevenção de Riscos Ambientais e a fornecer os equipamentos de proteção individual. “A única diferença é que elas terão que prestar essas informações no eSocial, não mais bastando o controle interno”, destaca. O contador Sérgio Cardeal, especializado em empregadores domésticos, adverte que, pelo menos por enquanto, a categoria não tem de cumprir obrigações médicas, o que pode vir a mudar no futuro.

    O contador Ricardo Kerkhoff informa que o atestado de saúde ocupacional deverá ser realizado nos seguintes casos:

    – Admissional: Deverá ser realizada antes que o trabalhador assuma suas atividades;

    – Periódico: De acordo com os intervalos previsto pela NR 7;

    – Retorno ao Trabalho: Obrigatoriamente no primeiro dia da volta ao trabalho de trabalhador ausente por período igual ou superior a 30 dias por motivo de doença ou acidente, de natureza ocupacional ou não, ou parto;

    – Mudança de Função: Obrigatoriamente realizada antes da data da mudança de função, posto de trabalho ou de setor que implique a exposição de agentes nocivos diferente daquele a que estava exposto antes da mudança;

    – Demissional: Obrigatoriamente desde que o último exame médico ocupacional tenha sido realizado há mais de 135 dias para as empresas de grau de risco 1 e 2 ou 90 dias para as empresas de grau de risco 3 e 4.

    Em todos os tipos de exame ocupacional, será obrigatório o registro no eSocial, através do evento atestado de saúde ocupacional S-2280, com o detalhamento do médico responsável, número do registro (CRM), exames realizados etc.

    Fonte: Jornal do Comércio – RS


  5. Artigos, eSocial, Legislação

    O eSocial exige que as empresas organizem seu Big Data Fiscal

    7 de outubro de 2014 por Ação Sistemas

    O eSocial  ainda não entrou efetivamente em vigor mas já traz inúmeros desafios para as empresas, em especial do ponto de vista tecnológico, frente ao grande número de informações que deverão ser enviadas. Mas também por conta das especificações de formato que são exigidas pelos sistemas do Governo.

    O primeiro passo a ser dado é assimilar que a garantia da qualidade das informações reportadas é parte crucial da nova obrigação. Nem todos se deram conta disso, mas o eSocial vai mudar a forma como todas as empresas do Brasil lidam com as obrigações fiscais, tributárias, previdenciárias e trabalhistas. Quando estiver em pleno funcionamento, o sistema vai unificar o envio dos dados sobre trabalhadores para o governo federal e permitir que as empresas prestem as informações uma única vez e de maneira integrada.

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    Como arquitetura de inteligência fiscal, o projeto do eSocial terá a capacidade de relacionar as informações, apurar as inconsistências e inconformidades, além de registrar e aplicar as penalidades fundamentadas na legislação fiscal, trabalhista e previdenciária. Trata-se de um caso excepcional de Big Data.

    Muitas companhias precisarão realizar atualizações dos sistemas de informática para integração dos processos, como o de pagamento salarial, RH, medicina do trabalho, Fiscal Tributária, Jurídico entre outros, que deverão ser compatíveis com as determinações do eSocial, fixadas pela normativa.

    Por significar o reporte de maneira eletrônica (XML) das informações trabalhistas, previdenciárias e tributárias ao governo, o eSocial exige automação dos processos. Estes devem interagir ainda, com os sistemas informatizados das empresas de todos os portes.

    Para citar alguns exemplos, tomemos em conta o caso de uma empresa que não dispõe de uma das informações solicitadas pelo governo, como a Unidade Federativa do CRM que gerou um simples exame periódico. Isso demandará a criação deste novo campo para coletar essa informação em um segundo momento, certificar a qualidade do dado, integrar eventualmente o conteúdo desta informação com outro sistema, gerar o arquivo no formato XML definido pelo Fisco para, só então, realizar o processo de mensageria, que irá se comunicar com o ambiente eSocial do Governo. Uma vez registrada a inclusão do dado, o ambiente eSocial do Governo fará os devidos retornos de protocolos, que também deverão ser armazenados com sua validade plena jurídica pelo longo período legal no ambiente da empresa. Isso requer capacidade de controle e volumetria e capacidade de armazenamento de inúmeros arquivos XML. É importante considerar que cada colaborador pode ter até 44 eventos relacionados a sua vida profissional na companhia. Nada assim tão simples…

    Poucos conseguem enxergar isso e, como decorrência, o eSocial ainda está sendo considerado por uma significativa maioria das empresas atuantes no Brasil como uma realidade distante. Elas se guiam puramente pelo prazo estabelecido pelo Governo para o início da vigência da nova obrigação. Contudo, trata-se de uma visão míope. Esse é um movimento que exige atenção especial, inclusive da alta gestão dentro das empresas – já que elas serão as áreas diretamente responsabilizadas no caso de autuações pelo eventual descumprimento das normas do eSocial.

    Por esse motivo, insisto em afirmar que é um erro tático as empresas esperarem mais para iniciar a implantação das mudanças necessárias para enquadrar seus processos de gestão e de informação ao novo modelo. O desafio da implementação vai muito além do envio das informações.

    Parte integrante do Sistema Público de Escrituração Digital (Sped), que integra o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Governo Federal, o eSocial tem o objetivo de informatizar a relação entre fisco e contribuintes, aperfeiçoar os trâmites de envio das informações e centralizar todos os dados relativos às obrigações trabalhistas.

    Mais amplo do que qualquer outro sistema SPED, o eSocial exige diversos tipos de transmissões, como o Sistema Empresa de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social (Sefip/GFIP), o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), a Relação Anual de Informações Sociais (Rais), a Declaração do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte (Dirf), a Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT), o Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP) e Arquivos eletrônicos entregues à fiscalização (Manad).

    Portanto, no primeiro momento, o eSocial, que veio para simplificar, poderá gerar muitas dúvidas, incongruências e certamente exigirá inúmeros ajustes, citando apenas o aspecto tecnológico.

    Se há vantagens nesse processo de mudança? Sim, e são significativas, sem dúvida. Para o empregado, o eSocial permitirá o acesso em tempo real, por meio do site www.esocial.gov.br, a todas as informações relativas a seu histórico profissional, facilitando sobremaneira o acompanhamento de dados críticos como saldos de FGTS, tempo para aposentadoria etc. Além disso, desestimulará naturalmente a informalidade na contratação de funcionários e terceiros. Para as empresas, o sistema substituirá o envio de nove obrigações acessórias que hoje devem ser apresentadas mensal e/ou anualmente — tais como o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), a Declaração de Imposto de Renda Retido na Fonte (Dirf), Guia de Recolhimento do FGTS e Informações a Previdência Social (GFIP).

    Mas, volto a dizer: para que todo este processo dê certo, cada qual deve fazer sua parte. Às empresas, cabe a importante responsabilidade de rever seus processos e implementar o quanto antes sistemas de controle, integração e geração de informações em linha com as exigência do Fisco. E essa não é, definitivamente, uma responsabilidade restrita às áreas de Recursos Humanos, mas a todos os departamentos operativos e de liderança. Uma verdadeira mudança cultural que precisa ser rapidamente incorporada no DNA das corporações – desde as menores e mais simples até às mais complexas.

    Também o treinamento dos funcionários que serão responsáveis por parte ou por todo o processo deve ser contemplado como etapa indispensável desde já. Além de conhecerem e aprenderem e serem habilitados técnicamente para operar este novo sistema, eles necessitarão de tempo para transformar as informações colhidas e nova sistemática em novos processos corporativos, tendo em vista o tempo de amadurecimento do novo modelo.

    Por fim, quero salientar que não estamos falando de regras novas em sua essência. Como a Receita Federal bem pontua, todas as informações que deverão ser informadas por meio do novo sistema eSocial já o eram antes. As penalidades em caso de inconsistência ou não atendimento às obrigações também já existiam antes da idealização do eSocial. O que muda, em sua essência, é a forma de apresentar todos os dados hoje já exigidos pela legislação.

    Contudo, tomando por base tudo que pude estudar e acompanhar de perto desde que o projeto eSocial foi criado, posso afirmar que a adoção de uma solução tecnológica robusta, focada na gestão e compliance, faz-se indispensável para proteger as empresas contra riscos de compliance, incongruências de dados, exposições negativas indesejadas e mesmo da autuações ou multas. Tenha sempre em conta que acuracidade será um item fundamental para isso já que o sistema eSocial permitirá cruzar dados pessoais dos trabalhadores com outras informações como situação previdenciária e IRPF além de aumentar, para os órgãos de fiscalização, o acesso e a visibilidade às informações financeira, tributárias e à política de RH da empresa.

     

    (*) Victoria Sanches é especialista em soluções de Tax & Accounting da Thomson Reuters no Brasil e líder do NGC (Nucleo de Gestão do Conhecimento) formado para discutir os desafios da implementação do eSocial no Brasil

    Texto Original Publicado no Portal CIO  >>http://lnkd.in/bJRG5cM


  6. eSocial, Gestão de Pessoas, Legislação

    E-Social: exigirá profissionais ainda mais capacitados

    29 de julho de 2014 por Ação Sistemas

    A rotina das áreas de Administração de Pessoal costuma demandar muito trabalho, principalmente na área previdenciária, em função de diversas obrigações, apontamentos etc. Contudo, a partir de  2014, haverá uma grande revolução nas organizações e, este setor será ainda mais exigido com uma nova resolução que será, na realidade, um divisor de águas no universo corporativo. Trata-se do E-Social, um projeto do governo federal que vai unificar o envio de informações pelo empregador em relação aos seus empregados. Este será o módulo mais complexo do Sistema Público de Escrituração Digital (SPED), que vai abranger a folha de pagamento e todas as obrigações trabalhistas e previdenciárias.

    Mas, afinal, o que isso quer dizer? O novo regulamento fará com o que governo acompanhe a Administração de RH das empresas ainda mais de perto. A política de definição de cargos e salários, por exemplo, será muito mais criteriosa, por isso os profissionais dessa área deverão estar mais preparados do que nunca e em total sintonia com o departamento de T.I, já que todas as medidas, incluindo folha de pagamento, serão informatizadas.

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    Para as empresas que não conseguirão treinar seus funcionários para se adequarem às normas até lá, uma boa solução pode ser terceirizar a Área de Administração de Pessoal e deixar os seus colaboradores mais voltados aos projetos estratégicos da empresa, como seleção, treinamento e desenvolvimento. Melhor ainda, acredito eu, se puderem terceirizar ambos, ou seja, Administração de Pessoal e Recursos Humanos, já que nem sempre as empresas dispõem de profissionais experientes (Administradores, Psicólogos) com bagagem para aplicarem os procedimentos e processos indicados.

    Um sistema colaborativo para o RH traz inúmeras vantagens às organizações, em especial, àquelas que não contam com uma equipe altamente especializada. São elas: redução de custos, retenção de talentos, otimização do tempo dos colaboradores e conhecimento de mercado. As estratégias implantadas pelos prestadores de serviço nessa área serão norteadas pela prática e vivência destes em outras empresas do mesmo segmento, que apresentaram resultados efetivamente positivos, diminuindo consideravelmente os riscos de fracasso.

    Vale destacar que a retenção de talentos é um dos itens mais importantes para a sobrevivência das empresas atualmente, devido à dificuldade na identificação de profissionais preparados, portanto, merece um tratamento especial.

    Os prejuízos decorrentes da má administração nas obrigações trabalhistas podem acarretar multas, sanções administrativas, civis, penais e trabalhistas, impactando diretamente nos resultados das empresas. Portanto, as empresas que desejarem manter sua competitividade no mercado precisam investir em ferramentas que garantam qualidade nos processos, seja na esfera ambiental, fiscal, trabalhista e afins.

    Cristina Miranda – consultora em Gestão de RH do Grupo Escrital, Pós-Graduada em Recursos Humanos e Psicologia Organizacional.

    Fonte: Administradores

    Link do texto original: http://bit.ly/X9iDEu


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